Tuesday, November 30, 2010

Barcelona – parte 3

Ora neste dia finalmente conseguimos comprar bilhetes e ir até Figueires... e no caminho reparámos que os bilhetes (que não podíamos comprar de véspera) eram válidos por um mês! Ou melhor, o bilhete de volta era válido por um mês... Conclusão: se quiserem comprar bilhetes com antecedência, aparentemente o truque é ir até Figueires e comprar um bilhete de ida e volta para Barcelona, e assim podem ir de Barcelona a Figueires em qualquer dia durante o mês seguinte, sem estar na fila!

Seja como for, lá chegámos a Figueires e seguimos as placas/o nosso mapa até que avistámos o Museo Dalí. Curiosamente, todas as fotos que tínhamos visto na net e nos guias davam a ideia de que o museu está sozinho, com bastante espaço à volta – não sei muito bem como, porque, como descobrimos quando lá chegámos, ele está basicamente encaixado num mini-largo, rodeado de casas...


As traseiras, sim, têm um bocadinho mais espaço (mas também não muito...):



Como entretanto eram horas de almoço, achámos que seria boa ideia comer antes de o explorar. O nosso guia falava num castelo ali perto que supostamente tinha um jardim, que nos pareceu um óptimo sítio para comer as nossas sandochas... até darmos 3 ou 4 voltas ao quarteirão onde supostamente estariam o castelo e o jardim, e nem sinal deles... Havia um jardinzito pequeno ali ao pé, tinha bancos à sombra, e nós tínhamos fome, portanto pusemos de parte a ideia do castelo e ficámos mesmo por ali.

Depois desta aventura, lá entrámos realmente no museu, que foi tão vislumbrante e (passe a piada) surreal como esperávamos, ou talvez mais! Acho que não há muitas palavras que consigam fazer justiça às criações deste senhor, portanto deixo antes algumas imagens (que não se comparam, nem de perto nem de longe, com estar lá):







Depois de algumas conversas menos lisonjeiras quanto ao amor que eu e a Rain temos pelo Natal, tenho, no entanto, que referir que o museu tem uma sala onde estão expostos os postais de Natal que Salvador Dalí criou, um por ano, durante 20 anos... Aqui fica um dos meus preferidos:



Ao lado do museu (e incluído no bilhete) está um outro museu dedicado às jóias desenhadas por Dalí. Como nenhuma de nós é dada a ornamentos muito espalhafatosos, não ficámos propriamente com vontade de levar nenhuma das jóias para casa, mas gostámos ambas de ver os desenhos originais do Dalí ao lado de algumas das respectivas jóias.


Ainda pensámos em ficar em Figueires durante um mês para justificar o esforço de conseguir os bilhetes, mas a ideia de um jantar no chinês ao pé de casa da Rain acabou por levar a melhor...

Monday, October 11, 2010

Barcelona - parte II

Neste dia a ideia era irmos até Figueires ver o Museu Dalí, mas quando chegámos à estação, munidas com o horário dos comboios e o mapa de como chegar ao Museu, descobrimos que umas máquinas só vendem bilhetes para os comboios locais e outras só vendem para os de longa distância - nenhuma vende para os de distância "média". Adivinhem em que categoria entra o trajecto Barcelona - Figueires... Ora, a fila para a bilheteira dos comboios de média distância estava - surpresa das surpresas - tão comprida que seria impossível comprarmos o bilhete a tempo de ainda apanharmos o comboio que queríamos, portanto fomos forçadas a uma mudança de planos.

Deixámos Dalí para o dia seguinte, e fomos antes apreciar uma das obras de Gaudí: o espantoso Parc Güell.




O parque é realmente incrível, e para além dos conhecidos bancos ondulados cobertos de pedacinhos de azulejo, e do famoso lagarto logo à entrada, está cheio doutros pormenores curiosos, como estas "ondas" de pedra:


... ou as casas logo à entrada, que parecem feitas de açúcar:



Mas acho que o que mais me deslumbrou foi esta zona, que a minha guia-anfitriã me explicou tinha inicialmente sido pensada como um espaço para o mercado (mas que nunca chegou a ser usado para tal). Eu já estava a achar um piadão ao facto de as colunas que suportam o tecto estarem em ângulos bizarros, mas isso a modos que passou para segundo plano quando a Rain me apontou o tecto.




Desgraçada, depois disso teve que esperar um bom bocado enquanto eu andava de olhar esgazeado para trás e para a frente, a apreciar as diferentes formas e cores, e tirar milhentas fotografias... Quase me senti uma turista japonesa! Quando finalmente deixámos para trás o Parc Güell, íamos a descer a rua quando encontrámos uma rua toda decorada para as festas locais – e o melhor é que as decorações eram todas feitas com garrafas de plástico e outras embalagens!



Seguimos caminho, e fomos almoçar num jardim com vista para a Sagrada Família, onde até conseguimos encontrar um banco quase à sombra!



Demos uma voltinha pelo exterior daquela que vai passar a ser a nova catedral de Barcelona - quando um dia estiver acabada - a deleitar-nos com os pormenores que o sr. Gaudí escondeu em cada recanto, e depois fomos apanhar o teleférico para subir até ao Castell de Montjuic.

Do teleférico têm-se umas vistas bonitas da cidade e do verde do monte. Quando chegámos, ficámos entusiasmadas com o anúncio de uma exposição sobre o futuro do Castell, já que aparentemente andam há uns tempos a discutir o que fazer com aquele espaço (que foi devolvido pelas forças armadas há poucos anos). Uma exposição sobre o futuro do Castell, pensámos nós, iria finalmente dizer para que ia ser usado, ou pelo menos mostrar quais eram as diferentes hipóteses em debate. Afinal, a exposição era mais uma história do castelo do que outra coisa - de "futuro", só uma animação no final que mostrava a construção de um anfiteatro algures... Impressionadas com esta exposição visionária, seguimos até ao topo da fortaleza para apreciar a vista do mar (e do porto).

Parámos para beber qualquer coisa num quiosque ali à entrada do castelo, e causámos algum embaraço ao empregado quando este se apercebeu que percebíamos castelhano, incluindo os comentários que ele tinha estado a fazer ao colega... Ainda bem que não comentámos muito a situação ali, porque logo a seguir descobrimos que o colega era brasileiro!

Já refrescadas, começámos a descer o monte, parando, claro, para andar neste escorrega:


Um rapaz inglês sentiu-se inspirado e fez o mesmo, mas não conseguiu convencer a cara-metade... o que nós achámos bastante triste... Mas pronto, lá seguimos pelo monte abaixo em direcção ao estádio olímpico, cuja fachada clássica parece destoar um bocado do "espírito" de Barcelona, mas enfim, quem sou eu para questionar... À entrada do estádio há um pormenor brilhante: no chão vêem-se as pegadas de várias estrelas do desporto mundial. O meu 35 até nem parece muito pequeno ao lado do pé da Nadia Comaneci, mas havia outros em que a perspectiva era bem diferente, garanto... Confesso que também achei uma certa piada a comparar os tipos de sapatos do pessoal dos vários desportos (filha de sapateiro, irmã de desportista, só podia dar nisto!).


Na descida ainda passámos na Font Magica, mas ainda faltavam umas horas para o espectáculo, portanto decidimos antes ir comer um Bikini (que noutras línguas menos gráficas se chama tosta mista) num jardimzinho enquanto víamos os velhotes das redondezas a passear os cães - ou, nalguns casos, os cães a passear os velhotes...

A caminho de casa, passámos na estação de comboios para comprar bilhetes para Figueires para o dia seguinte. Resposta do senhor da bilheteira: não podem – para estes comboios só se podem comprar bilhetes no próprio dia!

Thursday, September 23, 2010

Barcelona - parte I

Depois de 3 dias de trabalho no EMBO Meeting, no quarto dia pude literalmente desmontar a barraca e ir passear... com direito a guia turística e tudo! A sempre-simpática e hospitaleira Rain levou-me, nessa primeira tarde, num passeio pelo centro da cidade, com passagem, claro está, por alguns edifícios do Gaudí, como a casa Batlló, cujas varandas parecem máscaras de Carnaval:


Ora como a minha guia me explicou, esta casa está localizada no chamado "quarteirão da discórdia", porque quando a cidade de Barcelona começou a expandir para além das muralhas, confiaram a vários arquitectos diferentes a planificação das casas, sem nenhum padrão nem regras gerais, e o resultado foi uma colecção algo... errática... como se nota pelos bocadinhos dos prédios vizinhos na foto acima.

Descemos até às Ramblas, que, embora sejam supostamente uma das atracções da cidade, não me impressionaram por aí além (confesso). Basicamente, é uma rua com uma zona pedonal no meio com árvores e esplanadas, e duas faixas de trânsito bastante movimentadas de cada lado. Honestamente, acho que a Av. da Liberdade, em Lisboa, convida mais ao passeio — e é sem dúvida mais larga...

Seguimos em direcção ao mar, e aí sim há um passeio simpático, que inclui até uma ponte com desvios para plataformas laterais onde o pessoal pode ficar simplesmente a admirar a paisagem.



Tinha chovido enquanto eu arrumava o estaminé ainda dentro do centro de congressos, mas por altura do nosso passeio já fazia sol, estava uma temperatura simpática, por isso parámos do lado de lá da ponte para comprar umas garrafas de água. Não esperávamos era passar uns belos 5 minutos a tentar abrir uma garrafa! Em nossa defesa, a garrafa estava deformada...

No regresso, passámos por umas pontes por cima da estrada que pareciam prensas, e vimos uma escultura brilhante de uma lagosta:


Ah, e pelo meio passámos por um edifício das forças armadas, que tinha umas esculturas no topo que supomos representem os vários ramos das ditas — agora digam lá, não gostavam de saber qual o 'briefing' que resultou nisto?


Voltando a afastar-nos da zona marítima, ainda tivemos tempo de vislumbrar uma secção da antiga muralha da cidade, passear na zona da catedral, e ver uns senhores a fazer bolas de sabão praticamente do tamanho deles, antes de entrarmos no restaurante de tapas de eleição da minha anfitriã, para jantar.



Estávamos nós a estudar o menú quando começa a chover a potes lá fora, com trovoada e tudo! No entanto, quando finalmente acabámos de nos deliciar com as tapas, tinha parado de chover, e nem tivemos que recorrer ao metro para voltar para casa: pudemos seguir a pé nas calmas - e na maior das tagarelices (aliás, o som de fundo para todo este post e os seguintes é o de duas raparigas a conversar quase ininterruptamente...)

Tuesday, July 20, 2010

Relances de Torino

Fui a Torino, no norte de Itália, a uma conferência, e aproveitei para passear um bocadinho pela cidade.

Tenho a dizer que não houve nada que me deslumbrasse particularmente, mas ficam umas imagens de coisas que me chamaram a atenção enquanto passeava…

O palácio de Belas Artes, em cujo pátio foi a festa da conferência (apesar de toda a informação que nos deram dizer que ia ser num castelo ao pé do rio... cof):


Uma das portas da cidade (acho eu):


A maior praça ao lado do rio (a linha de árvores ao fundo marca a estrada que passa mesmo à beira-rio, e o edifício com cúpula já é na outra margem):



Numa passagem à beira-rio, estava este mural ao qual achei uma certa piada (e de onde deduzo que os ratos de computador também se chamem ratos em italiano):

Subindo do rio de volta para o centro da cidade pelo outro lado da praça, encontrámos estas "bandeiras" que vão contando a história da cidade (reconhecemos as invasões napoleónicas!):


Uma das "atracções do centro da cidade é a Piazza Castello, que tem o castelo que lhe dá o nome (à praça, não à cidade!). Suponho que o castelo nunca tenha servido para defender a cidade - considerando que está basicamente numa zona plana - mas se serviu, isso talvez explique a quantidade de invasões e guerras descritas nas "bandeiras" da história...


Outra particularidade desta praça é que tem uma justaposição algo estranha de edifícios e estátuas de épocas completamente distintas (não se vê na foto, mas um pouco mais à esquerda está uma estátua egípcia...):


 E pronto, lamento a fraca qualidade das fotos, e o facto de muitas serem de noite, mas... foi o que se arranjou, até porque eu não estava propriamente a ser paga para passear (e o centro de congressos e o hotel ainda eram longe do centro da cidade)...

San Diego - part III

A nice lady on the bus told the family in front of me that they should go straight to the pandas when they arrived at the zoo, as the babies are usually on show in the mornings, so I decided to follow the advice. And sure enough, when I reached the Giant Panda enclosure, there was Yun Zi, the newest member of the Zoo's panda family, aged 6 months (I think!):


Adult Giant Pandas leave scent marks as news bulletins for other pandas: "this is my territory", "I'm in heat", or "I'm a good-looking guy, come and get me". Okay, only males leave that last message. And when they do, one of the ways they show off how great they are is by doing a headstand, so as to leave their scent as high up a tree trunk as possible (thus demonstrating how big and strong they are). Well, Yun Zi is already practicing for that moment... although when I visited he was still at the stage where the headstand turned into a somersault as soon as his feet left the ground:


After gawking at Yun Zi for a suitable amount of time, I went on to explore the rest of the zoo. It has some really nice enclosures, including a huge pool for the hippos, where you can even see below the water level to watch them when they dive. Of course, when I was there all the hippos were lying happily behind some logs at the far end of the bank, enjoying the sunshine... even though the water did look inviting!


'Polar Bear Plunge' I suppose must be based around the same kind of principle, but it was being remodeled, so I didn't get to see those bears, unfortunately, although I have to say the enclosures for other bears, and especially the accompanying information panels, were rather good.

There were a number of other interesting things, including harpies, birds of paradise, and an enclosure with otters, monkeys and buffalo, but the professional photographer wasn't there so the evidence is somewhat dubious... And there were also little things that reminded you what country you were in - like coin-operated automatic foot-masseurs and escalators in the steepest areas...


When I was beginning to head towards the exit, I saw a wombat! Unfortunately, the battery on the camera had run out by then, though... :s I suppose it might be an excuse to go back...

And that concludes the (belated) report on my trip to San Diego - hope you enjoyed it!

Wednesday, April 14, 2010

San Diego - part II

On Monday, after the conference had finished, I bought a ticket for one of those hop-on, hop-off bus tours (on the 'San Diego Trolleys', which are modeled on the old trams), and headed off across the bay to Coronado Island, which lies in front of San Diego, in hopes of getting a good view of the Pacific... which I did. Of course, I had to put my hand in the Pacific Ocean, to test the water (it's a time-honoured tradition in my family)! :) It seemed less salty than the Atlantic, at least at that spot...
 


I was photographing shells and various unidentified items of birdlife (even the garden birds are all different over there, it being a different continent and what-not) on the beach, and watching a family (or rather, a father!) build a sand castle, when suddenly I looked up to find the beach was being invaded... by a seemingly never-ending stream of army men running as if they were the only ones there (I literally had to get out of the way...)!



On Coronado Island, facing the beach, sits the Hotel Del Coronado, which was built without a plan - apparently, they'd finish work in the evening and discuss what to build the following morning... The result looks almost more like a collection of inter-connected houses than one complete building, but I admit it has a certain charm...



Another interesting curiosity about Coronado is this poor lonesome tree on what's essentially a traffic island, which is... a National Park! It's no wonder the USA is the country with most Natural Parks in the world, if they're counting things like this... :s (There's also a square where you can play 'spot the differences' with the houses, as there's a law that says no 2 houses on the island can be the same, so some construction company/architect made 6 or seven variations on a - very similar - theme, but I couldn't get a proper photo of that from the moving 'trolley')



 I left the island the same way I'd come, and this time kind of managed to get a picture of San Diego itself, while we were driving across the bridge.


Next stop on the bus route was Balboa Park, a piece of land which was set aside to create a park by some visionary who saw how much the city of New York had had to spend to buy back the land to build Central Park (the trolley driver/guide really delighted in telling us how San Diego had gotten a much larger park for much less money), and which now hosts 13 or 15 museums (depending on who you ask). These include the Botanical Pavilion (the photo shows the view from the pavilion's entrance) and the Natural History Museum. The latter was showing the Darwin exhibition I'd managed to miss first in London and then in Lisbon, so guess where I spent the next hour!



Then it was back into town to find some supper, and get to sleep... or at least watch some  olympic ice-skating from the hotel-room bed! ;)
 
The following day, I went to the Zoo (which is also in Balboa Park)! This picture of the view from the Zoo's cable-car is only a teaser, to give you an idea of just how green San Diego Zoo is...


 
The rest of the Zoo adventures will have to go on (yet) another (belated) post! ;)